Greve geral na Argentina por conta das medidas de Milei contra os trabalhadores
Greve geral na Argentina - Imagem: divulgação
Milhares de trabalhadores mobilizados pelos sindicatos se reuniram em frente ao Congresso argentino, bloqueando o trânsito e entrando em confronto com a polícia, enquanto senadores iniciavam o debate sobre uma reforma trabalhista no país.
A repressão policial usou canhões de água e balas de borracha contra os trabalhadores, em resposta, manifestantes atiravam pedras e coquetéis molotov na polícia.
“Se a indenização por demissão, as horas extras e as férias — em outras palavras, todas as proteções que os trabalhadores conquistaram ao longo do tempo — estiverem em jogo, isso não vai melhorar a situação de ninguém”, disse Axel Kicillof, governador da província de Buenos Aires e a figura eleita mais forte da oposição.
A aprovação no Senado se deu em meio a fortes protestos populares, reprimidos violentamente pela polícia. O Senado argentino aprovou na madrugada de quinta-feira (12). O projeto que havia sido apresentado originalmente pelo governo Milei perdeu cerca de 30 medidas, mas os ataques centrais permaneceram.
Por volta de 1h30 da manhã, os senadores apoiaram o projeto de lei por 42 votos a 30, após 13 horas de debate, dando a Milei uma vitória inicial que ressaltou a sua influência no Congresso.
A aprovação ocorreu na madrugada de quinta-feira (12), em meio a fortes protestos populares reprimidos violentamente pela polícia. Embora o projeto original do governo Milei tenha perdido cerca de 30 medidas, os ataques centrais permaneceram.
Por volta de 1h30 da manhã, os senadores apoiaram o projeto de lei por 42 votos a 30, após 13 horas de debate, dando a Milei uma vitória inicial que ressaltou sua influência no Congresso.
As medidas aprovadas são: - O limite diário de trabalho passa de 8 para 12 horas. - Criação de um sistema de horas compensatórias para horas extras. - Introdução do conceito de “salário dinâmico”, em que os trabalhadores recebem mensalmente conforme metas e produtividade, podendo ganhar menos que o salário mínimo. - Os acordos coletivos passam a ser por empresa, e não nacionais, com acordos inferiores prevalecendo sobre superiores.
- Ampliação do número de setores considerados essenciais (75%), sejam mantidos na greve.
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