O Governo de Mato Grosso do Sul, sob a gestão do governador Eduardo Riedel, oficializou um reajuste de aproximadamente 3,81% para os servidores públicos estaduais em 2026. O índice, referente à Revisão Geral Anual (RGA), é inferior ao concedido no ano anterior, quando o aumento foi de 5,06%.
A medida segue a política de recomposição salarial baseada na inflação, porém dentro dos limites financeiros do Estado. De acordo com projeções orçamentárias, o cenário econômico para 2026 é mais restritivo, com crescimento moderado da receita e necessidade de controle dos gastos públicos, o que impacta diretamente na definição do percentual de reajuste.
Comparação com anos anteriores
Nos últimos anos, os índices variaram conforme a situação fiscal do Estado:
2025: 5,06%
2024: 3,73%
2023: cerca de 5%
Com isso, o reajuste de 2026 (3,81%) fica abaixo do aplicado em 2025 e próximo ao de 2024, sendo considerado mais conservador.
Impactos e repercussão
Apesar de garantir a reposição parcial das perdas inflacionárias, o novo índice gera debate entre os servidores públicos. Entidades representativas apontam que o percentual pode não assegurar ganho real, dependendo da inflação acumulada no período, o que pode resultar em redução do poder de compra ao longo do tempo.
Por outro lado, o governo estadual sustenta que o reajuste respeita os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, mantendo o equilíbrio das contas públicas e garantindo a sustentabilidade financeira do Estado.
Cenário econômico
Especialistas indicam que fatores como:
baixo crescimento da arrecadação
aumento das despesas obrigatórias
necessidade de controle fiscal
têm pressionado a capacidade do Estado de conceder reajustes mais elevados.
Conclusão
O reajuste de 3,81% para 2026 reflete um cenário de cautela na gestão estadual. Embora mantenha a política de revisão anual dos salários, o índice menor em relação ao ano passado reforça o desafio de equilibrar as contas públicas sem comprometer o poder de compra dos servidores.