Durante entrevista recente, o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli afirmou que a redução no número de projetos habitacionais desenvolvidos nos municípios está diretamente ligada à falta de interesse dos governos em ampliar os investimentos no setor.
Segundo Puccinelli, a construção de moradias populares vai muito além da entrega de casas para famílias de baixa renda. Para ele, os programas habitacionais representam uma importante ferramenta de desenvolvimento econômico, capaz de gerar empregos, movimentar o comércio local e impulsionar diversos segmentos da economia.
O ex-governador ressaltou que a construção civil possui grande capacidade de absorção de mão de obra, beneficiando trabalhadores de diferentes níveis de qualificação e estimulando setores como o de materiais de construção, transporte e prestação de serviços. Além disso, destacou que o acesso à moradia própria proporciona mais segurança, estabilidade e dignidade às famílias.
A habitação popular continua sendo um dos principais desafios das políticas públicas no Brasil. Apesar dos investimentos realizados por meio do programa Minha Casa, Minha Vida e de iniciativas estaduais, a demanda por moradias ainda é elevada em diversas regiões do país.
Em Mato Grosso do Sul, o setor habitacional voltou a receber investimentos nos últimos anos, com a contratação de milhares de unidades habitacionais e novos projetos voltados para áreas urbanas, rurais, assentamentos e comunidades indígenas. Ainda assim, especialistas apontam que o déficit habitacional permanece significativo, exigindo a continuidade e ampliação das políticas públicas voltadas ao setor.
Ao defender mais investimentos em habitação, Puccinelli reforçou a importância de programas que, além de reduzir o déficit habitacional, contribuem para o crescimento econômico dos municípios e para a melhoria da qualidade de vida da população. Segundo ele, investir em moradia é investir no desenvolvimento social e econômico das cidades.